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Doe + vida

A campanha de incentivo para doação de órgãos Doe + vida teve início em 2008. Seu objetivo é ordenar ações visando estimular atitudes pró-ativas da sociedade na doação de órgãos.

A ação de doação de órgãos ainda representa uma atitude relativamente nova, sob o ponto de vista da sociedade, que ainda carece de maior entendimento acerca do assunto. A doação de órgãos exige comprometimento com o próximo e uma atitude comportamental de completa doação. Pode ser considerada uma ação de responsabilidade social plena.

Campanhas sobre o tema iniciaram na década de oitenta, e se revelaram úteis, já que hoje o estado do Rio Grande do Sul tem um índice de 71% de anuência das famílias solicitadas à doação, estando em um patamar comparável ao dos países desenvolvidos. Mesmo assim, a maioria das campanhas é extemporânea, motivadas  por iniciativa pública e/ou privada, mas trata-se de ações pontuais e faz-se necessário muito mais.

Centrada nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, esta campanha é extremamente importante, visto que até dez pessoas podem ter suas vidas modificadas pelos transplantes a partir dos órgãos de um único doador. O projeto Doe + Vida, então, pretende corrigir a distorção de que somente deve-se fazer a estimulação da sociedade. Deve-se também atentar-se para o outro lado dessa questão, o do envolvimento da classe médica. A classe médica deve ser cada vez mais envolvida neste processo, através de cursos e simpósios.

Inicialmente o projeto visa cadastrar todos os hospitais do estado que tem condições de comprovar morte encefálica. Após, deve-se indicar em cada um desses hospitais um médico para assumir a função de coordenador institucional da captação de órgãos e buscar fundos para remuneração, preferentemente por tarefa, destes profissionais. Uma possibilidade é que os hospitais mais interessados em transplante de órgãos contribuam para a criação e manutenção de um Fundo o qual sairia a verba para remunerar, por tarefa, aos coordenadores responsáveis pela obtenção de doadores efetivos.

Além disso, outras ações da campanha são: elevar o índice de doações efetivas para cerca de 50% (índice considerado satisfatório internacionalmente, e que no estado é de 39,8%). Monitorar as comunicações de morte cerebral através da criação de planilhas que permitam, mês a mês, verificar incrementos ou reduções do número de comunicações por hospitais e/ou regiões.

Pretende-se criar também condições de melhor aproveitamento de potenciais doadores em pequenos hospitais, criando, por exemplo, condições de diagnóstico de morte cerebral pela disponibilização de um aparelho de Doppler. Almeja-se duplicar o número de transplantes feitos no RS em dois anos reduzindo de maneira significativa as mortes em lista de espera.

Outra ação seria beneficiar os hospitais transplantadores com o aumento do aporte de recursos decorrentes da prestação de serviço em transplantes, considerando-se que há um crescente interesse nos convênios privados em remunerar tal procedimento. Isso principalmente no custeio através do SUS, visto que a verba governamental para transplantes não está submetida aos tetos estabelecidos por Estados. Quer-se, também, delegar este trabalho a Central Estadual de Transplantes, que deverá distribuir tarefas aos centros transplantadores e trabalhar em sincronia com eles.

Estas são somente algumas das ações desenvolvidas pela Campanha Doe + Vida, cujo objetivo é sensibilizar cada vez mais a sociedade para o seu papel no salvamento de muitas vidas.

 

 

Conheça mais acessando:

www.doemaisvida.com.br


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